A Justiça manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que responde como réu no caso da morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. Durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência na quinta-feira, 19 de março de 2026, o oficial voltou a negar o crime e insistiu na versão de que a esposa teria tirado a própria vida. Mesmo assim, a prisão foi mantida.

O caso ganhou grande repercussão desde que Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o companheiro, no bairro do Brás, em São Paulo. Na ocasião, o tenente-coronel afirmou às autoridades que a PM havia cometido suicídio. Porém, com o avanço das investigações, a hipótese inicial foi contestada pela família da vítima e posteriormente enfraquecida por elementos reunidos pela polícia e pela perícia.
Segundo as apurações, há indícios de feminicídio e fraude processual, incluindo contradições no relato do acusado, laudos periciais e suspeitas de alteração da cena do crime para simular suicídio. A Polícia Civil concluiu o inquérito e o oficial foi preso em 18 de março, em São José dos Campos, após a decretação da prisão preventiva.
A defesa pediu a revogação da prisão e argumentou que houve um chamado “decreto dúplice”, já que a medida foi determinada tanto pela Justiça Militar quanto pela Justiça Comum. No entanto, o pedido já havia sido rejeitado na audiência de custódia, sob o entendimento de que aquele momento processual se limita à análise da legalidade da prisão e das condições do detido.
Em novo desdobramento, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também rejeitou, na sexta-feira, 20 de março, o pedido de soltura apresentado pela defesa. Com isso, Geraldo Leite Rosa Neto segue preso enquanto o caso continua sob análise da Justiça