Adolescentes investigados pela morte do cão Orelha retornam ao Brasil após viagem aos Estados Unidos
Dois dos adolescentes suspeitos de envolvimento no caso que chocou Santa Catarina e ganhou repercussão nacional retornaram ao Brasil nesta quinta-feira após uma viagem escolar aos Estados Unidos.
O grupo de quatro jovens é investigado por maus-tratos que resultaram na morte de Orelha, um cachorro comunitário muito conhecido e querido por moradores da Praia Brava, em Florianópolis.
O que aconteceu com Orelha
Orelha era um cão sem raça definida que vivia há cerca de dez anos na região, sendo alimentado e cuidado pela comunidade local. No início de janeiro de 2026, ele foi agredido por adolescentes e sofreu ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano.
Dias depois, o animal foi encontrado em estado crítico e levado para atendimento veterinário. Diante da gravidade das lesões e do sofrimento intenso, os profissionais decidiram pela eutanásia.

Viagem ao exterior durante a investigação
Mesmo com a investigação em andamento, dois dos adolescentes embarcaram em uma viagem previamente programada aos Estados Unidos, que incluía visitas turísticas. O retorno ao Brasil ocorreu dias depois, quando passaram a ficar novamente à disposição das autoridades.
Celulares apreendidos e investigação em curso
Após o desembarque, a Polícia Civil apreendeu os celulares dos jovens como parte das diligências. Os aparelhos devem ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido e a participação de cada envolvido.
Repercussão e medidas legais
O caso provocou forte comoção nas redes sociais e reacendeu debates sobre maus-tratos a animais e responsabilização de adolescentes. Por se tratar de menores de idade, a Justiça determinou medidas para preservar a identidade dos investigados, incluindo a retirada de conteúdos que possam expô-los publicamente.
As investigações continuam, e o caso segue sob análise das autoridades competentes.