Ratinho vira alvo de pedido de suspensão após fala polêmica sobre Erika Hilton
A repercussão em torno de uma declaração de Ratinho no SBT ganhou um novo capítulo. A deputada federal Erika Hilton pediu ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias, após considerar transfóbicas as falas do apresentador durante a edição exibida em 11 de março de 2026. Segundo a publicação original, o pedido sustenta que o comunicador teria usado uma concessão pública para disseminar conteúdo discriminatório contra a comunidade LGBTQIA+.

De acordo com a matéria, Erika Hilton argumenta que Ratinho negou publicamente sua identidade de gênero ao afirmar, de forma reiterada, que ela “não seria uma mulher”. No documento encaminhado às autoridades, a parlamentar defende que o caso exige uma resposta firme por parte do órgão regulador, já que a situação ultrapassaria os limites da opinião e entraria no campo da discriminação.
O episódio ocorreu pouco depois de Erika Hilton ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A fala de Ratinho repercutiu rapidamente e levou a deputada a ampliar a ofensiva jurídica. Além do pedido de suspensão do programa, ela também acionou o Ministério Público Federal para investigar o apresentador e a emissora.
Ainda segundo o conteúdo publicado, a ação inclui um pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti. Caso a Justiça aceite a solicitação, o valor seria destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com foco em iniciativas de proteção a mulheres vítimas de violência de gênero.
Na argumentação apresentada, a deputada também relembra um caso marcante da televisão brasileira: a suspensão do Domingo Legal, em 2003, depois da exibição de uma entrevista falsa com supostos integrantes do PCC. A menção ao precedente busca reforçar que concessões públicas de rádio e TV podem ser alvo de sanções quando há entendimento de violação grave.
O caso agora deve seguir para análise das autoridades competentes e pode gerar novos desdobramentos tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Enquanto isso, a polêmica segue movimentando o noticiário e ampliando o debate sobre responsabilidade na comunicação pública e respeito à identidade de gênero.