A ativista pelos direitos dos animais Luisa Mell divulgou o laudo veterinário do cão Orelha, animal comunitário que foi brutalmente agredido e acabou morto em Florianópolis, Santa Catarina. O caso ganhou grande repercussão nacional e provocou forte comoção entre defensores da causa animal.
De acordo com o documento divulgado, Orelha apresentava lesões extremamente graves, principalmente na região da cabeça. O laudo aponta fraturas na face, sangramentos intensos, protrusão ocular, dificuldades respiratórias e alterações neurológicas, indicando que o animal sofreu violência severa antes de ser socorrido.
Sofrimento intenso e decisão pela eutanásia
Durante a avaliação clínica, os veterinários constataram que o cão estava em estado crítico, com perda de coordenação motora, batimentos cardíacos reduzidos e sinais claros de sofrimento extremo. Diante da gravidade irreversível do quadro, foi tomada a decisão pela eutanásia, com o objetivo de evitar ainda mais dor ao animal.
Ao tornar o laudo público, Luisa Mell afirmou que acompanhar o caso de perto não tem sido fácil, destacando o impacto emocional causado pela brutalidade do episódio. Segundo a ativista, a divulgação do documento é importante para dar transparência aos fatos e reforçar a gravidade dos maus-tratos cometidos.
Caso gerou comoção e revolta
O cão Orelha vivia há anos na região e era cuidado por moradores da comunidade, sendo conhecido por seu comportamento dócil. A morte do animal, atribuída a agressões praticadas por adolescentes, gerou revolta nas redes sociais e reacendeu debates sobre violência contra animais e a necessidade de punições mais severas.
Luisa Mell tem acompanhado o caso desde o início e reforçado a cobrança por justiça, responsabilização dos envolvidos e mudanças efetivas para que crimes semelhantes não se repitam.
Debate sobre maus-tratos a animais
A divulgação do laudo intensificou ainda mais a mobilização popular e fortaleceu o debate sobre políticas públicas de proteção animal, educação e responsabilização legal. O caso de Orelha tornou-se um símbolo da luta contra a crueldade animal e segue sendo citado como exemplo da urgência de medidas mais rigorosas no combate aos maus-tratos.