Pai de Isabel Veloso acusa hospital de negligência após morte da influenciadora
A morte da influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, gerou comoção nacional e abriu um novo capítulo de controvérsias sobre o tratamento médico que ela recebeu. O pai da jovem, Joelson Veloso, acusa o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, de negligência durante a internação da filha, que enfrentava complicações decorrentes de um câncer e de um transplante de medula óssea.
Acusações da família
Em manifestação pública, Joelson Veloso afirmou que identificou falhas no acompanhamento clínico, especialmente no cuidado prestado pela equipe de hematologia. Segundo ele, a família sentiu falta de atenção contínua diante da gravidade do quadro e relatou dificuldades para obter informações claras enquanto o estado de saúde de Isabel se agravava.
O pai destacou que a filha lutou até o fim e que, por isso, a família busca respostas sobre o que ocorreu nos momentos finais. Horas antes do falecimento, Joelson chegou a publicar um desabafo pedindo mais comprometimento e sensibilidade por parte dos profissionais envolvidos, ressaltando a necessidade de um atendimento mais humano e próximo da família.
Posicionamento do hospital
Em resposta às acusações, a direção do hospital divulgou comunicado lamentando a morte da jovem. A instituição informou que o óbito foi consequência de complicações associadas ao transplante de medula óssea, procedimento de alta complexidade e com riscos conhecidos.
O hospital afirmou ainda que Isabel recebeu assistência contínua e integral de equipes multidisciplinares, incluindo Hematologia, Medicina Intensiva, Infectologia e Enfermagem, e negou qualquer falha no atendimento prestado durante o período de internação.
Repercussão e debate público
O caso reacendeu discussões importantes sobre a qualidade do atendimento em situações médicas de alta complexidade, a comunicação entre equipes de saúde e familiares, além da necessidade de transparência em momentos críticos. A trajetória de Isabel, acompanhada por milhares de pessoas nas redes sociais, intensificou a repercussão e ampliou o debate sobre empatia, responsabilidade e humanização no cuidado médico.
Enquanto a família segue em busca de esclarecimentos, a história evidencia a dor de quem perdeu uma filha jovem e reforça a importância do diálogo claro e do acolhimento em contextos de extrema fragilidade emocional.