Caso PM Gisele: laudo descarta gravidez, novas perícias reforçam suspeitas e polícia pede prisão do marido
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Morte da policial Gisele Alves Santana, inicialmente registrada como suicídio, ganhou novos rumos após laudos, depoimentos e avanço da investigação em São Paulo.
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A morte da policial militar Gisele Alves Santana continua cercada de perguntas, mas os últimos desdobramentos da investigação trouxeram novos elementos para o caso. Um dos laudos aguardados pela apuração descartou que a soldado estivesse grávida quando foi encontrada baleada dentro do apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo. Segundo novas informações divulgadas nesta terça-feira (17), exames também indicaram que ela não teria sido dopada.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no imóvel em que vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. No início, a ocorrência foi apresentada como suicídio, mas a investigação mudou de rumo após familiares, testemunhas e peritos apontarem inconsistências na versão inicial. O caso passou primeiro a ser tratado como morte suspeita e, com o avanço das diligências, entrou no radar de uma apuração por feminicídio.
Os laudos necroscópicos se tornaram peça central nesse processo. Documentos citados pela CNN Brasil e pela Agência Brasil apontam lesões na face e no pescoço de Gisele, descritas como marcas compatíveis com pressão de dedos e arranhões de unha. A perícia também indicou que o disparo foi feito muito próximo da cabeça da vítima, em um tiro compatível com disparo encostado. Esses elementos passaram a reforçar as dúvidas sobre a hipótese de suicídio.
Outro ponto que aumentou a pressão por respostas foi o depoimento de pessoas ouvidas durante a investigação. Um ex-companheiro de Gisele afirmou que ela não apresentava tendência suicida e que pensava em mudar de vida. Já a defesa da família apresentou relatos anteriores contra o tenente-coronel, incluindo denúncia feita por ex-esposa e acusação de assédio moral dentro da corporação, o que ampliou a discussão sobre um possível histórico de comportamento abusivo.
A atualização mais importante desta terça-feira é que a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Segundo a CNN Brasil e o Metrópoles, o pedido foi feito após o avanço da investigação e com base em laudos periciais, depoimentos e contradições identificadas na dinâmica do caso. Até a publicação dessas reportagens, a solicitação ainda aguardava análise da Justiça paulista.
Com isso, o caso da PM Gisele deixa de ser apenas uma investigação cercada de dúvidas e passa a ocupar um novo patamar de gravidade. A conclusão dos exames sobre gravidez e possível dopagem não encerra o caso, mas ajuda a delimitar a linha investigativa. Agora, a atenção se volta para a decisão da Justiça sobre o pedido de prisão e para a conclusão final do inquérito, que poderá definir oficialmente a responsabilização criminal no episódio.