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    Instrutores dão depoimento e revelam detalhe que intriga investigação sobre morte em salto de rope jump

    pbelezaBy pbelezaNenhum comentário3 Mins Read

    A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no interior de São Paulo, segue sendo investigada pela Polícia Civil. O caso ganhou novos desdobramentos após os depoimentos dos instrutores responsáveis pela atividade.

    Segundo as informações apuradas, os três profissionais presos afirmaram que não conseguem lembrar quem deveria ter feito a instalação e a conferência final da corda de segurança antes do salto. A declaração chamou a atenção dos investigadores, já que a jovem teria sido lançada da ponte sem estar presa ao equipamento principal de proteção.

    Tragédia aconteceu na Ponte do Esqueleto

    O acidente ocorreu na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. Maria Eduarda participava de uma atividade conhecida como rope jump, modalidade em que a pessoa salta de uma estrutura alta e tem a queda interrompida por cordas de segurança.

    No entanto, de acordo com a investigação, a estudante foi lançada sem estar conectada à corda. Imagens feitas por testemunhas mostram o momento em que ela é erguida pelos instrutores e, logo depois, pessoas presentes percebem a ausência do equipamento e começam a gritar.

    Instrutores dizem que não havia função fixa

    Em depoimento, um dos instrutores explicou que a equipe não trabalhava com uma divisão rígida de tarefas. Segundo ele, a colocação das cordas e a conferência dos equipamentos eram feitas de forma compartilhada entre os integrantes.

    Outro instrutor também afirmou que participava das checagens de segurança, mas disse não se recordar se havia feito a verificação no salto de Maria Eduarda. As versões semelhantes aumentaram as dúvidas sobre como uma falha tão grave pôde ocorrer antes da atividade.

    Polícia investiga câmera desaparecida

    Além da ausência da corda de segurança, outro ponto passou a ser investigado: uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto desapareceu e ainda não foi encontrada.

    O equipamento pode conter imagens importantes dos instantes que antecederam a queda. Por isso, a localização da câmera é considerada relevante para ajudar a esclarecer o que aconteceu.

    Caso é tratado como homicídio com dolo eventual

    A investigação trata o caso como homicídio com dolo eventual, quando se entende que os responsáveis assumiram o risco de provocar a morte. Os três instrutores permanecem presos preventivamente.

    Maria Eduarda havia pago pelo salto na modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o participante é segurado pelos instrutores antes de ser lançado. Antes da tragédia, ela chegou a demonstrar nas redes sociais entusiasmo e nervosismo com a experiência.

    A morte da jovem causou grande comoção entre familiares, amigos e internautas. Enquanto isso, a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, vídeos e documentos para entender como a atividade foi iniciada sem a principal medida de segurança.

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